
O primeiro feixe de protões atravessou com sucesso os 27 km do
LHC [
Large Hadron Collider] às 10h28, naquela que se denomina indubitavelmente como a maior de todas as experiências científicas já realizadas.
Apadrinhado pelo
C.E.R.N. [
Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire], o mais evoluído laboratório mundial em Física das Partículas, este projecto que reuniu cerca de 5.000 físicos e engenheiros durante quase duas décadas procura recriar os milésimos de segundo imediatamente posteriores ao Big Bang.
A sua génese remonta à descoberta da Gravidade por Newton, visto que este a descreveu como uma força que actua sobre a massa, não tendo a Ciência até hoje qualquer explicação factual sobre o mecanismo que gera a massa.
O
Grande Colisor de Hadrões é um anel de 27 km, construído desde 1996 nas imediações de Genebra a 100 metros de profundidade, atravessando a fronteira entre a Suiça e a França.
Foi arrefecido durante dois anos até atingir a temperatura de
-271,3º C [ou seja, apenas mais 1,9º C que o Zero Absoluto], conseguindo atingir 99,999% da Velocidade da Luz - sensivelmente 300.000 km/segundo.
No seu interior, à potência máxima, serão geradas 600 milhões de colisões de protões por segundo que originarão o surgimento das partículas, algumas das quais nunca observadas.
A mais procurada será a partícula elementar
Bosão de Higgs, denominada de "a mãe de todas as partículas" por se crer ser ela que atribui massa a todas as outras.
A sua ausência representaria o colapso de toda a física teórica como a conhecemos hoje.
Segundo alguns cientistas mais temerários, este equipamento poderia provocar uma catástrofe de dimensões cósmicas, criando um buraco negro que acabaria por destruir a Terra.
No entanto, o único receio confirmado será o da formação de
quarks, o que originaria uma reacção em cadeia e possibilitaria a formação de
matéria estranha. Nesse caso, haveria lugar à conversão da matéria ordinária e todo o planeta se poderia converter numa espécie de matéria estranha.
Naturalmente, todas estas questões foram precavidas e devemos acreditar somente estarmos perante um avanço científico gigantesco, cujas conclusões nos aproximarão do entendimento da origem do Universo há 13,7 bilhões de anos.
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